As mudanças realizadas no processo de Congresso da UBES exigem mais da UJS e de seus dirigentes. É responsabilidade em primeiro lugar da União da Juventude Socialista fazer com que o novo método dê certo. Por isso, nesta fase a mobilização para o Congresso ganha centralidade e passa a ser a atividade central de toda a militância, podendo inclusive exigir deslocamento de quadros de outras frentes para o reforço da campanha.
Neste Boletim você terá contato com orientações e informações sobre a campanha do 38º Congresso da UBES e o movimento Arrastando Toda a Massa.
1) ENTREVISTA com Ticiana Alvares (Titi), diretora de movimento estudantil secundarista da UJS.
Como você vê o início da campanha deste 38º Congresso da UBES?
Titi: "Uma coisa é certa: a movimentação para o congresso começou acelerada. Centenas de eleições já foram marcadas logo nestes primeiros dias, o que demonstra que o novo método de eleição dos delegados já produziu o efeito de entusiasmar a rede do movimento.
É muito importante que esta primeira experiência do novo método de eleição dê certo. Será uma grande vitória do movimento estudantil secundarista e uma demonstração de vitalidade se o Congresso for grande, representativo e politizado".
Tem ainda a novidade das eleições em urna, que passaram a ser obrigatórias. Já deu pra ver, com as primeiras eleições que ocorreram, que as escolas tomam contato muito maior com o Congresso da Ubes e suas pautas. Isso aumenta a influência da Ubes e torna o Congresso da Ubes maior e mais público."
E o movimento Arrastando Toda a Massa, está preparado para o desafio?
Titi: "Olha, nossa participação vitoriosa no Coneg e a realização do Encontro Secundarista da UJS contribuíram para uma boa preparação. Estudamos e buscamos estar a postos, desde o primeiro dia possível para as eleições. É claro que nós, assim como todos os outros movimentos, estamos experimentando esse novo método. Mas posso afirmar que percorremos, até aqui, o caminho certo.
É preciso agora acelerar nossa campanha, pois o período é curto e isso faz com que nos concentremos em ter uma mobilização grande desde o início. A orientação que temos passado é não deixar para depois, nossa militância deve entrar com toda a força no Congresso da UBES desde ontem. Isso tem relevância especial no que diz respeito aos estados maiores e com rede do ME mais organizada".
Quais bandeiras políticas o movimento tem defendido como as principais para o momento?
Titi: "A questão do pré-sal ganhou o centro da pauta política do país. Isso é um fato, não é obra de escolha de alguém. Com o envio das propostas do governo ao Congresso, a luta política em torno do tema foi desencadeada e o movimento, obviamente, não pode ficar de fora. Por isso, uma das nossas bandeiras principais é obter para a educação 50% dos recursos destinados ao Fundo Social do pré-sal.
Mas também queremos discutir a educação no presente, não apenas em perspectiva. Desta forma, temos debatido muito a necessidade de o estudante ter maior participação na vida escolar, já que é o futuro dele que está em jogo. Lançamos a proposta de o estudante escolher parte de sua grade curricular, assim haverá mais vínculo entre as disciplinas e o futuro profissional e ele se sentirá mais partícipe da escola.
Por fim, existem as bandeiras da qualidade, pois hoje a escola está completamente sucateada. A do fim do vestibular, a ser substituído por mecanismos de acesso mais democráticos e que avaliem o estudante ano a ano. E também a da Reserva de Vagas, que já configura uma grande vitória da UBES o fato de ser apoiada pela maioria da população e ter passado na Câmara, faltando ser aprovado no Senado. E, claro, mecanismos de garantia da permanência, como passe-livre ou meio-passe".
2) Orientações Gerais de Campanha
CAMPANHA DE TIRO CURTO
Esta campanha tem período de execução inversamente proporcional ao seu potencial de abrangência. Ou seja: os cerca de 20 dias úteis que nos separam das primeiras etapas estaduais são pouco tempo para construirmos a mobilização que desejamos.
Este fator EXIGE que não deixemos para depois as medidas para reforçar a eleição de delegados. É preciso que nosso movimento dite o ritmo do processo eleitoral, assim sempre teremos vantagem em relação aos concorrentes.
As maiores eleições devem ser colocadas já no sistema da UBES e nossa campanha deve ter cadência, ritmo, consistência. Isto é, deixar o grosso da mobilização para os últimos dias – característica da campanha no método anterior – pode nos levar a derrotas. E, ao contrário, a concentração máxima da militância e a antecipação de eleições nos conduzirão às vitórias.
DISPUTAR TODAS AS GRANDES ELEIÇÕES
Outro fator determinante neste método de eleição é não abrir mão das grandes escolas. O movimento Arrastando Toda a Massa deve ter chapa para disputar os delegados nas grandes escolas – seja onde temos movimento consolidado e boas chances de vitória, ou em locais que temos pouca presença e queremos ampliar nosso trabalho. É fundamental entrar na disputa nesses lugares porque, na pior das hipóteses, estamos dificultando o crescimento de outras forças e favorecendo o nosso.
DESCENTRALIZAR INICIATIVAS DE FINANÇAS E COMUNICAÇÃO
As dificuldades materiais para uma campanha tão pulverizada e de tantas necessidades como essa da UBES torna ainda mais necessário dinamizar e descentralizar as iniciativas de captação de recursos e de rodagem de materiais.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
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